#Budismo#meditação

Compartilhando experiências no caminho

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Reflexões sobre o Bem e o Mal

Neste mundo dual em que vivemos sempre nos confrontamos com o bem e o mal, com a luz e a escuridão e assim por diante. Hoje querendo falar mais sobre o bem e o mal posso lembrar que temos ambas as possibilidades em nossa existência atual, este mundo dual é baseado em  pólos opostos pois um cria o outro automaticamente,  percebo que funciona assim:  o bem precisa do mal para ser percebido e o mal precisa do bem para ser percebido. Na minha experiência posso antever  os meandros de cada um através da atenção. Acredito  que somos originalmente bons, éticos. Nossa essência é claro não julga o ser ou não ser, mas existe algo que me faz acreditar que a bondade é a nossa essência básica manifestada, essa consciência original que não julga só pode ter se originado na luz, no lado positivo. Porque? Posso perceber que o mal produz um sentimento muito conhecido por nós , a culpa. Até certo momento podemos lidar com o mal, já que ele faz parte dessa nossa experiência, mas existem dosagens, limites aos quais precisamos estar atentos . A todo momento estamos lidando com pequenas maldades, aqui estou incluindo tudo relacionado a esse nosso lado negativo. Dependendo da graduação desta maldade podemos voltar e corrigir com nosso arrependimento sincero evitando assim a criação dessa marca . Do contrário quando ultrapassamos este limite, este ato  fica gravado em nossa mente e pode se enraizar , posso observar algumas graduações como: uma pequena maldade, daquelas que supostamente não fazem mal a ninguém , falar uma bobagenzinha daquela pessoa de quem não gostamos muito, inventar uma mentirinha para aparecer de alguma maneira, matar um bichinho porque está te incomodando, este tipo de maldade permeia nossa existência e aparece correntemente no nosso dia a dia principalmente no mundo dos negócios . Então podemos começar com estas, as mais perceptíveis e as quais podemos controlar com mais facilidade. Nos arrependemos, tomamos consciência da inutilidade delas em nossa vida e pronto, nos tornamos mais atentos. Quando passamos dos limites fica difícil  perdoarmos a nós mesmos que é o primeiro passo para um arrependimento sincero então o que acontece, geramos culpa,  essa culpa nos acompanha até o momento em que conseguimos nos arrepender sinceramente do ato feito e nos perdoamos. Você acha que isso é fácil? Não é não, porque não temos controle sobre esse sentimento, a culpa vem como vem a raiva, o ciume,  é incontrolável. Talvez não venha quando nos achamos sinceramente incapazes de cometer novamente aquele ato, e  percebendo que naquele momento fomos incapazes de controlar este mal em nós. É possível começar com as pequenas maldades, nos tornando cientes de que ao aceitarmos nossa  natureza dual  fazemos as pazes com nossos anjinhos e diabinhos e travamos um diálogo sério com eles. Melhor começar com os diabinhos , assim não passamos para a outra etapa quando nos confrontamos com a culpa  ou pior ainda quando esta marca se torna tão forte que se imprime em nossa mente e se enraíza como algo positivo que nos gera satisfação então perdemos o controle e a balança pende para o outro lado, nosso lado bom é encoberto pelo desejo, pela ambição desenfreada, pela beleza a qualquer custo e passamos por cima de tudo e todos porque acima  estamos nós. Então se criam os seres tomados pelo mal e a volta é muito difícil porque não enxergamos essa maldade como negativa, dai para o assassinato, para a tortura, para o desrespeito a vida é um passo, assim como o bem o mal quando toma posse verdadeiramente tem um poder imenso, o poder de criar assassinos confessos que acreditam estar do lado da verdade. Por isso precisamos estar sempre atentos para o mal já que o bem só nos faz o bem, percebem então essa relação com a nossa essência? Tá na cara não é mesmo.