#Budismo#meditação

Compartilhando experiências no caminho

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Uma Pizza ou a Sabedoria?

Quanto vale a Sabedoria?

Muito se fala dos custos dos retiros e ensinamentos. Praticantes ou não reclamam dizendo que o acesso a estes grupos são elitistas. Existe um julgamento arraigado de que o que é cobrado não está de acordo com o que é espiritual. 
Não conheço nenhuma instituição que sobreviva sem a doação, qualquer que seja,  ela tem um respaldo muitas vezes anônimo de muitos: empresas, cidadãos e empresários etc.
Devemos em primeiro lugar, por exemplo, agradecer a milhares de praticantes que patrocinaram e patrocinam a vinda do Budismo para o Ocidente a tantos anos, tudo tem um custo. Nossos professores sobrevivem de doações espontâneas de seus alunos, afinal, dedicaram suas vidas a estudar o Darma. Já participei de retiros patrocinada por amigos de sanga e pelos próprios professores as vezes em troca de trabalho e acredito sinceramente que o acesso que tenho aos ensinamentos dependem da minha dedicação e esforço. Se posso ir a um retiro que maravilha, se não for possível naquele momento, também é maravilhoso, pois posso praticar pequenos retiros em casa conectada com meus mestres. Tenho o privilégio de ter um professor que mesmo estando longe acompanha minha prática e isto já me vale imensamente. Escolhi uma escola pois acho importante manter a linhagem do ensinamento oral , que afinal de contas, foi o que manteve o Budismo vivo ha tantos séculos, mas nada impede que eu receba ensinamentos de outros mestres em outras linhagens. A vida nos dá os sinais, com o desenvolvimento da clareza podemos perceber a hora e o local certo para a coisa certa pois tudo é perfeito da maneira que é. Portanto , precisamos priorizar o que é importante, se acharmos que gastar num fim de semana ou numa viagem o que gastaríamos num retiro ser mais valioso naquele momento para nós, tudo certo. Mas como praticantes é um claro sinal de que ainda não integramos a importância e a urgência que a sabedoria representa em nossa vida. Esta atitude também faz parte do consumo responsável.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Sanga é a Vida

SANGHA

Um dia me senti plena por saber que tinha um refugio seguro onde podia compartilhar minhas experiências, meu amor e gratidão de forma sincera. O tempo passou, algumas decepções pelo caminho e vi que na expectativa de poder viver esta cumplicidade amorosa me apeguei ao desejo de que este espaço fosse preenchido. Com o tempo aprendi que para preencher este espaço primeiro preciso esvazia-lo de expectativas e deixa-lo sempre aberto. A imagem que eu tinha de Sangha era do grupo de praticantes que se tornam nossos irmãos na caminhada , mas descobri que a Sangha habita em nós em cada palavra de Buda, nós a carregamos onde vamos, os espaços são relativos para a verdadeira sanga. Hoje penso que Sangha é saber que em todas as partes podemos encontrar irmãos na pratica, indiferente de religião, de grau de amizade ou de qualquer relação pessoal. Sangha para mim deixou de ser um clube restrito onde se ouvem ensinamentos e passou a ser o mundo onde eles são exercitados. Sarwa Mangalan